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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

setembro


disso de início de primavera ainda quente dentro bosque de dentro de si espinhos bailando borboletas bebadas gritam fatos de gêmea flor:
-- tua estação durou mais que um segundo


terça-feira, 21 de setembro de 2010

Do sutil ao susto

,a aquele homem mergulhador de joaninhas



1      2      3      4      5      6      7      8      9      10

es    pe     roes tar   bem  ao     ras    gar  esse   mal


espero estar bem ao rasgar esse mal

há nesse homem o desviar dos santos caminhos
por isso ofereço os meus demônios

elas que habitam uma caixa de sapatos no acaso perfeito de cadarços desarrumados e exalam a exatidão dos cheiros acostumados que por serem nossos não nos incomodam e falam noites inteiras de febre e corpo nos tons certos dos sons errados culpam por não estarem aos teus pois querem os teus desejam os teus nisso de não ter sexo e pela ausência do sexo o sexo ser mais gostoso é que pensei ser orgia pois elas me falaram meu nome é legião e que não era urbana mas sim fêmea no cio cujo maior sonho é enfeitar o mundo
-------------------------------------------------------------------------------------------- recorte aqui

por isso saímos e fizemos compras
  • roda de carro para mistério de cachorro
  • 15 modelos diferentes de copos de requeijão
           /caso o óbvio se modifique com o tempo/
  • pilhas e pedaços de fita adesiva amassados
  • anti rugas, relaxante muscular e cápsulas de 20 anos 
  • soluções injetáveis para problemas interiores
  • anti séptico para quedas em precipícios
  • 1 rim compatível e disponível para doação
    • passagens de ida para rodoviárias
    • um baú de recordar aniversários ausentes
    • ar condicionado para manter o verão

    e tudo isso se deu no dia 22 de setembro de 2007

    ao prenúncio de primavera em flor de ipê no final

    de simulado em que decidi te fazer minha custe

    o demônio que custar


    .

    domingo, 25 de julho de 2010

    Lièvres‏


    nisto que misto de negro e paciência
    sangra a pele por um resto seguro
    plausível se faz em hora obediência
    libras e lebres mortal e maduro

    engrossa teu sangue que a noite abarca
    mistura em areia silêncio de pedra
    do pó vira pasta ao molde que passa
    teus planos desfeitos no susto a letra

    o resto de morte que em mar se esconde
    eterna na noite tangente o grito
    embala o ensejo disso não feito

    tendência assusta a palavra que conte
    distância procura o que já transcrito
    mal revelado na ausência de um beijo
    .

    segunda-feira, 19 de julho de 2010

    Ao nome de...


    cabe ao que sinto a dor do que se passa
      ao mito que desvenda inexistência
        outros lábios sentem a carne escassa 
           o rito caça se em outra iminência
               caçada ansia laço leve perpassa
                  ... desejo se faça a dor em ausência

    .

    quinta-feira, 1 de julho de 2010

    Boa tarde, Julho!


    ser o sertão de minhas coisas
    essas que me explodem adentro
    e me enfraquecem na lembrança
    força que se estende na ausência
    por amor caridade imploram
    desde onde brota o impiedoso
    para além dos signos lançados
    que esteja ausente, por todo ar
    que ainda me sobra esteja ausente
    é preferível o teu vazio
    tua presença revela abusos
    cicatrizes rubras que escondo
    mãos que estendem involuntárias
    este corpo em clímax de morte
    abarca mudo o mundo inteiro
    em preferível dor de grito
    a tua ausência que cala o peito
    me é melhor que o silêncio dito
    .

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    Coisa descartada


    ao que se mora dentro a caixa aberta
    ou que se esconde preso junto a borda
    abolem a ânsia bem ou mal pois por
    dentro e fora é Padawã

    que não entendia caixa algo assim tão leve
    amadeirado de recife o limpo
    nanquim que chora de repentes em
    sons os tons conhecer 

    reconhecido em seus vazios de caixa
    lhe resta agora em esperança poeta
    livres dos males já libertos ter
    liberta a sua pandora
    .

    sexta-feira, 30 de abril de 2010

    Padaria


    Aguardo-me 
    Como o pão de minha mae que ficava horas descansando no forno
    até crescer...
    E exijo por malogro
    Imposição mista de pele  
    Que entre poemas cafés da manhã
    Me espere


    Te proibo de morer!
    .
    .