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domingo, 15 de maio de 2011

Deste lado ou Enquanto isso no hospício ou ainda Ela não acreditaria...

porque não surtar?

quando a esperança morre
e todas as bases estão perdidas
quando se confunde a vida
e a breve arte de viver

porque não surtar?

quando tudo o que se tem são fases
e não se nota mais perigo
quando só se sabe viver por inteiro
e só se vive com as metades

porque não surtar?

quando os entes não são queridos
quando prendem teus amigos
quando não se esquecem partes
e só se invertem posições

porque não surtar?

quando não existe medo
quando a chave é um segredo
quando não existem mais heróis
e só lhe indicam um psicólogo

como não surtar...

sexta-feira, 6 de maio de 2011

é


é vazio
é infinito
é pulsão
é sentimento
é razão
é tenso
é verdade
é máscara
é equilibrio 
é metro
é queda 
é pulso 
é energia 
é sentimento 
é compreensão 
é silêncio
é destino 
é inconformidade
é ansiedade 
é aceitação 
é próximo
é leão
é vida
é amor 
é demonstração
é revelação 
é vontade 
é início 
é desejo 
é continuação
é fim
é espaço
é fundo 
é vago 
é ausência 
é falta 
e falta tudo

domingo, 17 de abril de 2011

soneto não metrificado

me enganaram todo esse tempo
dizendo verdades repetidas
eu já não sei o que é mentira
nem de onde vem todo tormento

me atiraram por todos os lados
verdades de que me alimento
são tristes, velhos e fátuos
donos de seu conhecimento

acaso existe algo além do palmo
que colocas na ponta do nariz
acaso existe realmente escolha?

tenho nas mãos um plano alto
de sonhar um destino feliz
dentro de uma terra totalmente tola

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

ene

imensa vontade

[ necessidade
desejo ]

ainda em algum lugar um beija flor
] voa

grafando falta em meus rabiscos

por eles de escorpião

e por todos os outros que ainda virão

com uso de reticencias e sem til

das rimas pobres de tantos poetas

omitidas

lápide migalha do engasgo garganta

ao grito molhado do peito

escorre as estancas do tempo

presença 

nariz

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Amostra grátis, ou selo e escudo, ou ainda, poema para ela

trilhas sonoras de uma lua
refletidas na saudade
deste meu lugar seguro
primeiro selo
de infância descoberta
vontade que lateja
no escudo de minha pele
aquilo que me tornei
vem da tua ausência
apego do silêncio
aos grito de meu corpo
voz de beijos
ainda guardados
estampados em versos
que outrora rubros
viraram a sépia
que traça-me destino
predito e esquecido
de inventar a tua mão
e intinerá-la paradeiro
onde descanso o sorriso
e arrisco-me a existir

domingo, 25 de julho de 2010

Lièvres‏


nisto que misto de negro e paciência
sangra a pele por um resto seguro
plausível se faz em hora obediência
libras e lebres mortal e maduro

engrossa teu sangue que a noite abarca
mistura em areia silêncio de pedra
do pó vira pasta ao molde que passa
teus planos desfeitos no susto a letra

o resto de morte que em mar se esconde
eterna na noite tangente o grito
embala o ensejo disso não feito

tendência assusta a palavra que conte
distância procura o que já transcrito
mal revelado na ausência de um beijo
.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Ao nome de...


cabe ao que sinto a dor do que se passa
  ao mito que desvenda inexistência
    outros lábios sentem a carne escassa 
       o rito caça se em outra iminência
           caçada ansia laço leve perpassa
              ... desejo se faça a dor em ausência

.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

FÉRIAS

sexta-feira, 25 de junho de 2010

paleta


a rotina do sol
serve seca certeza
solidão

geometria da angústia
foge a intenção de hoje
outra face

plásticas e não cores
fundem - se por matizes
tarde passa

corrigido seu medo
detrimento ousadia
se esquecer
.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Humming



Foi quando ele foi respirar


No exato instante do puxar de respirações

Ou um pouco depois, momento de que se enchera os pulmões...

Não, não tinham cheiro de cigarro

Nem exalavam odor qualquer

Quase sorria tamanho o êxtase de sua insuficiência

Estava em plenitude de insignificâncias

E contemplava-se admirado e feliz

Deixei que me tocasse

Gemi-lhe um gemido de coragem e lhe contraí

Deixei que sua boca me guiasse

Completamente seguro de si

Foi quando ele foi respirar

Pressenti esse inalar encanto de esperanças

Cruzei-lhe os dedos e bebi seu vinho

O palco gemeu sozinho

Sibilantes sussurros pleiteavam

Uma platéia de ninguém

Bebia o vinho dos infelizes

Ébrios incapazes de crer

Esse Sangue escarrado de uvas vermelhas e cinzas de rosas contradiziam-lhe

Os olhos de que nunca saberei

Líricos de uma fria madrugada...


Foi quando ele respirou

Foi quando eu o matei
.
.
.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Boa noite, Fevereiro...


 Você já está quase indo...

Hoje estou com muita muita raiva de uma cidade chamada Brasilia...

Que rouba todos... Todos os meus amigos.

Já to com saudade ...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Boa noite...


Esta noite sonhei
Que apenas um abraço seria necessário
Então tudo estaria bem...



Abri meus emails e descobri
Que era apenas um sonho...
.
.

sábado, 9 de janeiro de 2010

Morte e Chocolate





Primeiro, as cores.


Depois, os humanos.

Em geral, é assim que vejo as coisas.

Ou, pelo menos, é o que tento. [...]



[...] uma pequena teoria

As pessoas só observam as cores do dia

no começo e no fim,

mas, para mim, está muito claro que o

dia se funde através de

uma multidão de matizes e entonações,

a cada momento que passa.

Uma só hora pode consistir em milhares

de cores diferentes.

Amarelos céreos, azuis borrifados de

nuvens. Escuridões enevoadas.

No meu ramo de atividade, faço questão

de notá-los.


Já que aludi a ele, o único dom que me salva é a distração.

Ela preserva minha sanidade.

A Menina que Roubava Livros,  
Markus Zusak

sábado, 12 de setembro de 2009

Nasci(senti)mento


Os 7 minutos
Que pareceram 7 segundos...
Os 7 dias...
Que pareceram 7 horas...

Inebriantemente choram

Nostalgia de nos dois...

A noite em que
Se dependesse das almas humanas
Pararia
Por completo 
Até a completa consumação



Mas como se não bastasse apenas as almas humanas
Deus estava nostalgicamente apaixonado
Por aquelas horas...


E resolveu nos compensar...


Não parou a lua...
Não aquietou o tempo
Não tirou as duvidas
Não esfriou o ar

Mas mandou um anjo
Que deu a cada uma das almas
Um sonho bom

E assim ao dormir, todos entoaram o mesmo tom

Então nasceu o amor...

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Boa noite!


Madrugada!

Vc anda sempre assim, tão estrelada?