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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

codinome


voltar ao mesmo lugar onde tudo começou. ela que não acreditava em coincidências. uma flor parada na imensidão do lado oposto do mundo. uma flor de pedra de papel de tesoura de alma. uma flor que reside no sonho e não se destila. que conta seus segredos ao vento e espera o mesmo milagre da primeira vez. que tem em suas costas o peso inteiro de uma vida cada vez mais leve. e de pena e pluma, refaz o mundo no traço da sua coleção de uma ausência só. foi esta flor que esta noite desfez em passo de dança outro tempo de equilíbrio. e confiando fidelidades à sua aposta restante, bebeu o último gole do licor lírico dos sonhos. e sonhou pela última vez.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

porque ela se suicidava todos os dias, e ninguém acreditava...




ela acordou em mais um dia normal. cansada, atrasada, deixada por fazer. a morte lhe visitava pelas manhãs e ela não escondia mais as olheiras, não fazia mais questão de se esconder. apenas existia, não se sabe porque, em um mundo que já não fazia mais sentido. todo o esforço concentrado em terminar as ideias que lhe eram refutadas, dentro de um labirinto que suas concepções condenavam, era desgastante e em vão. sempre havia outra porta, que dava para outra porta, que se fechava em outras portas. não havia ajuda, não havia auxílio, se fora o tempo dos milagres. o milagre que ela esperava, nunca acontecera. houve um tempo em que ela encontrou o centro do labirinto. e nele, um espelho. nesse tempo, ela acreditou fielmente na imagem refletida como porta de saída. e tentou ir até o fim. se doava em respostas, seguia intuições, se apegava aos pequenos sinais, defendia seus passos com a convicção de um cão farejador. porém o tempo se divertia, lhe dando pistas erradas, farejos sem volta e nenhuma bateria a se recarregar. a saída nunca foi encontrada. a falta de energia do labirinto a contaminava de estranheza. ela não tinha ninguém ao seu lado, e seguia, congelada. a cada nova tentativa um novo retorno ao mesmo ponto, que há tempos perdera qual era. dormir já não lhe era habitual e aquela imagem que guardava como resposta se desfazia em borrão, que se desfazia em pontos de luz, que a refaziam como o próprio escuro. seguia inerte seu ciclo, por um caminho novo e pelo mesmo caminho. se matando para chegar no horário, se matando para cumprir os prazos, se matando para se mostrar saudável, para demonstrar cuidado. se matando para não morrer.

terça-feira, 15 de março de 2011

meu pequeno amor,


dôo-te os meus instintos mais primitivos, na busca incessável de encontrar a minha resposta. o pequeno instante que vivemos juntos desembocou-me rios profundos e tento não te acertar com tanta correnteza. meu intuito de ser cega fazia de mim uma pessoa de mãos limpas. agora, o intervalo de nossas rotas te faz presente em todo o meu caminho. sigo e consigo concentrar ainda aquela nossa energia. mas até quando? precisava de tuas mãos.

estrago

é o que sempre faço. e olha que juro que não é o que eu queria fazer com você... embora tantas as vezes essa promessa foi repetida, algo aqui está diferente. o meu sim, a sua negação, a suspensão de seus olhos, o seu mesmo tratamento de antes, o meu dia inteiro pensando em quando ver, em como conversar mais que duas sílabas sem me denunciar em você... pequeno amor, me conte um segredo: como te denunciar em mim?

sábado, 7 de agosto de 2010

poema feito por meus 5 anos


Orquídeas

chocolate 
- diet -

e cinco 
minutos
de coçada 
nas costas...

café 
da manha

omelete 
com queijo

uma cartinha
selada com um beijo

...

a
importância 
que
merece

não
sei
mais 
como
te
dar

mas
saiba 
que
sempre 
- e sempre -

sua 
filha 
vai 
te 
amar

.

domingo, 17 de janeiro de 2010

364


sei que esses 364 dias em que me deixei levar
nada foram como eu sonhava ser

trata-se de uma sensação diferente

uma capa de calor aquietante...
o mesmo que eu sentia quando pequena
quando caçava borboletas ao sol

as lágrimas se dão pela saudade
impossível não leva-la junto a mim
cada uma delas alimenta esse rio
que sem ondas nem correntezas
consegue ainda me levar

perguntam-me o meu destino
eu cantarolo baixinho
a musica de anos atras
e o meu destino é querer sempre mais

a minha estrada corre pro teu mar

.
.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

O mundo dá muitas voltas



Será Setembro?

Tanta coisa passou

Poucas não me lembro

Deus me presenteou com a memória

Mas depois que tudo acabou

Vivo e revivo a história


Badala o sino às seis horas

E como se obedecesse a um sinal mudo

O tempo parou

Me prendendo nesse fragmento de segundo

Vivendo do que já não sou

Badala o sino às seis horas

O que será que restou?
.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

São apenas opções

 
.
.
Me assustei
Não só com a minha incrível capacidade ha um tempo oculta de errar tudo de novo
Mas também com o perfume de minha pele pela manhã
Como se passasse a noite toda se preparando
Para aquilo que não haveria de ser...
.
Me assustei
Com como a musica cuidadosamente separada
Faz mais sentido agora...
.
Me assustei com o ano que passou!
.
Me assustei
Com as coincidências que me atrapalham
E sempre dizem alguma coisa alem...
De como quero algo que nunca posso ter
Com minha diferença cortante
.
Me assustei
Com este corte de que nunca me cortei
.
Me assustei
Com esse dia eterno, sempre eterno
Não importa o quanto acorde ou durma
.
De acordar e ver aquela nuvem tão redonda ao meu lado
De me sentir um anjo engaiolado
De achar (e querer) que tivesse morrido
.
Me assustei com esse abismo
E com minha vontade enorme de saltar
Me assustei quando as asas começaram a não funcionar
.
Apenas fechei os olhos
E senti...
.
Mas não me assustei quando caí...

"These canals, it seems, they all go in circles    
Places look the same, and we're the only difference    
The wind is in your hair, it's covering my view    
I'm holding on to you, on a bike we've hired until tomorrow"    
.
.
.

domingo, 26 de julho de 2009

Palavras não voltam atras...

Mas, não sou feita só de palavras...



sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sua hipocrisia



Continua a devorar minha sinceridade...


Pouco a pouco...

Restará?


Tento me lembrar o exato momento, algum dia 4 de algum mês...


Em que já não pertencia mais ao lugar...


Que durante tanto tempo foi abrigo


Cheguei a escrever algum texto


Pedido em meio a papeis velhos,


Fungos, cupins, baratas e escorpiões


Milhares deles em meus sonhos, por sinal...


Para os que deturpam Freud, Traição...


Para mim... Saudade, ausência, certeza e dor!


Me aceitem, por favor...



quarta-feira, 22 de julho de 2009

Inesperado e desconhecido...



...Que minha solidão me sirva de companhia.
que eu tenha a coragem de me enfrentar.
que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.


Clarice Lispector

domingo, 31 de agosto de 2008

Porque... ?


.
Fiz do comentário a postagem...

E só quem foi hábil o suficiente conseguiu ver o que estava aqui


Surreal...

Inintendível...

Sabe lá...

Eu entendo!


[E não gosto do que entendo]

sábado, 2 de agosto de 2008

Para sua segurança

Mantenha distância...