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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Mais do mesmo

eu sempre me precipito
é sempre esse precipício
e sempre minha vontade de saltar
é sempre a eterna ausência
sempre suspense e samba
sempre outro verso por acabar
sempre te direi o que não devo
sempre sentirei por inteiro
sempre aguardarei alguém chegar
é sempre esse sufoco do instante
e sempre me surpreende o velho
que pra sempre hei de colecionar
sempre no surto ou no susto
sempre o excesso de defeitos
que um dia ainda haverás de amar

terça-feira, 15 de março de 2011

meu pequeno amor,


dôo-te os meus instintos mais primitivos, na busca incessável de encontrar a minha resposta. o pequeno instante que vivemos juntos desembocou-me rios profundos e tento não te acertar com tanta correnteza. meu intuito de ser cega fazia de mim uma pessoa de mãos limpas. agora, o intervalo de nossas rotas te faz presente em todo o meu caminho. sigo e consigo concentrar ainda aquela nossa energia. mas até quando? precisava de tuas mãos.

estrago

é o que sempre faço. e olha que juro que não é o que eu queria fazer com você... embora tantas as vezes essa promessa foi repetida, algo aqui está diferente. o meu sim, a sua negação, a suspensão de seus olhos, o seu mesmo tratamento de antes, o meu dia inteiro pensando em quando ver, em como conversar mais que duas sílabas sem me denunciar em você... pequeno amor, me conte um segredo: como te denunciar em mim?

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ve

 à Eveline Almeida

versos vencidos de uma visita
ao lugar onde bailarina vendia
passos de uma reviravolta
dança chamada vida vinda
daqui para tão longe que vem
esperando dançar vitorias de
um venerado encontro que o
verde do mar valeu de palco
veloz e veio trazendo em ondas
o medo de volta de tudo que
convulsionado vento virou de
ponta dos pés à ponta cabeça

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Desejos

mão que segure a queda que precede o voo
pertencer a uma chave
segredo que revele as paredes de uma casa
esquecer a moça do passado
refletir nos espelhos o outro
ser estável e só
garrafas de vodka a cada término
dormir com o escuro de dentro
saber sentir o que penso
redimir e renegar quando hora
não desejar como amante o que lhe deu como irmão
equilibrar nicotina álcool calmante e identidade
deixar de doer com o bem que se quis
calcular o nível de incertezas seguras
buscar o íntimo do sorriso congelado
cegar-me de palavras e delas fazer um cobertor
dar a ela esse cobertor
não me arrepender
.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

substituir
------------ o dicionário livre

[editar] Português
[editar] Verbo

subs.ti.tu.ir transitivo direto
1. pôr uma pessoa ou coisa no lugar de outra
2. trocar
3. fazer as vezes de

ela queria se trancar num quarto escuro e decretar sobrevivência
um modo de cegar seu furta cor e assim ver solidões futuras

eu pressentindo o cosmos do caos me anoiteci

[ quando não se é dia
a anunciação da própria morte segue a certeza talismã de estimar demônios
e o cheiro dessas rosas que plantamos há tempos substitui o espaço destes calos
estes ]

- seria um caso de poesia se espelhos compreendessem o despertar das ausências -
mas esta não era uma história de amor provisório
pois isto de ser folha que cai e assim ser lágrima pulsante
requereria de um certo nível desse calor dos disposto
e sua sinceridade estava traduzida em agasalhos


eu : objeto indireto
na máscara do rastro múltiplo
caminho produzido em voltas
busquei soluto injetável
amanhecer bebido em olhos

ela : predicativo do objeto
cortina rabiscada de segredos
centenas de centelhas de sentidos
passou nos passos trêbados de insônia
a pista do soluto comprimido



PARE DE TOMAR A PÍLULA!
despejar duplo dos desejos
placebos em carne oficina
reagiu-se contra o verso a noite
gemendo outra vez em lua

outra

substituíram o nascer do sol


.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

FÉRIAS

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Boa tarde, Julho!


ser o sertão de minhas coisas
essas que me explodem adentro
e me enfraquecem na lembrança
força que se estende na ausência
por amor caridade imploram
desde onde brota o impiedoso
para além dos signos lançados
que esteja ausente, por todo ar
que ainda me sobra esteja ausente
é preferível o teu vazio
tua presença revela abusos
cicatrizes rubras que escondo
mãos que estendem involuntárias
este corpo em clímax de morte
abarca mudo o mundo inteiro
em preferível dor de grito
a tua ausência que cala o peito
me é melhor que o silêncio dito
.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

In racionale...



Para o menino que só tem pelos

Na metade de cima da mão

e cujo rosto feio e cabelos

carecas de caretas em carvão


P'ra Clarice Lispector sentada

Em canto direito em sala atenção

Que pensa no sentido de nada

Que ouvido lhe presenteia em canção


Vi que pintaste as pontas de louro

Está um tanto quanto lisboeto

Nesta sem graceza de encarnação


Dedico a vocês esforço agouro

Que foi fazer este racioneto

Segredo: minha primeira escanção
.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Menina





Menina 

Feita de pores-do-sol 

E passos de dança

Armadilha

Presente distante

Um dia a lembrança

Há de me surpreender

Quando meu corpo já cansado

De peregrinar neste calçado

Dançar sem querer

E deste (descom)passo descontínuo

Entender que é o destino

Me lembrando de você

.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Pré munições



E ela... Que disse que não morreria sem antes ir a um show do Lenine
Descobriu que, uma semana depois de proclamar sua única condição de morte,
Haveria show do dito cujo, em sua cidade, em sua faculdade e por apenas dez reais.
Espantou-se em sua premonição

E com o quanto lhe custara barato morrer.
.

sábado, 10 de outubro de 2009

(Re)vida!


Desejo a você
Manhãs de poesia
Não importa se com ou sem
Minha presença ausência
Carregada de fardos
Fartos e antigos

Faça-se tua
Minha lírica anseio
E que bebam no teu seio
Todas tuas amantes
O doce mel de minha guia

Que nossas manhãs tardes noites
Aquelas que vivemos em secreto
Revivam-se todas
No teu feto ideia lembrança minha
E que eu, e apenas eu
Seja o marco-divisa
Entre o bem e o mal

Que esse jardim secreto
Seja o referencial
.

domingo, 4 de outubro de 2009

Voltando à calma rotina usual do blog



Que encontrar-me
Seja sempre esta eterna busca
Não importa quantos cais tenha que passar
Que sempre haja mais um porto

Que encontrar-te
Seja sempre uma conquista
Não impora quantos lugares haverão para visitar
Que haja sempre uma nova vista

Que este amor seja sempre novo
Seja sempre uma corrida
Não importa quantas vezes tenha que me renovar
Que sempre haja um ponto de partida

Que este amor seja sempre vida!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Urbanóides...


Tinha certos prazeres pequenos
E divertidos

Como por exemplo pedir certos amigos em casamento...

Flor: Vc esta a computadores de distancia de mim!


Conti: vc twitta?

Flor: fiz esse trem mas dah preguiça...
postei uns trem mas apaguei tudo...
vc sim?

Conti: sim. acho que vc daria certo com o twitter, poetas são TÃO legais, lá.
dá uma chance pra ele :)

Flor: kkk...
sou dificil...
na verdade nem sei mexer direito
...
ahsuashsa

Conti: nhá.
(:

Flor: Dah uma chance pra mim?

Conti: oeaheaoheaoheaohae
eu sou difícil também!
onde e quando.
aehoeahoeaheaohaeoh brinks

Flor: As 6 horas todos os dias em Las Vegas
eles realizam casamentos...
^^'
Seria algo Suuuuper aberto!
Fikdik

Flor: Má ideia?
Sem resposta?
Achei q seus pais iam gostar...
asuasuhas

Conti: Pra lua de mel pediríamos carona na rota 66 e seríamos assassinados por um psicopata nas horas vagas. Ou iríamos pra califórnia em um conversível usando óculos de sol em forma de coração. :D
Meus pais seriam SUPER a favor, você já tem o voto deles.

Flor: Adorei a ideia dos óculos!
Aproveitariamos e fariamos o WOODSTOCK 2
Combinado!

Conti: fechado! não esquece o orégano!
(eu levo a massa e o queijo)


Poetiquíssimo Conti...
Se tu não fosse e eu não fosse
Te daria um beijo!
.


sábado, 19 de setembro de 2009

Impressões

"carta a izabela lippi (poste em seus ambientes favoritos)":

flor,

eis o efeito! eu disse sumariamente ou por síntese ou, conforme está em vida miúda, nosso lugar mais em comum. a poeta, ou poderia ser o poeta, como ubiratan, também presente no evento, a poeta, eu dizia, a poeta, sobretudo, a poeta jovem que encontra poetas, poetas relativamente jovens ou mais velhos ou mesmo realmente velhos, e, no lance de ser público, parte do público, de está instalada no povo, e de ser poeta, de está inscrita como poeta, senta-se à sombra de borboletas e pétalas para ouvir como dançam as pedras. e ali é o lugar de aprender a gentileza das palavras em gestos de graça. sem desgraça, ex dex gratia, e plena das horas, com todo o peso de ser plena, desprender-se disso ímã dos dias, sejam as aulas sejam os ônibus a serem tomados sem gelo nem boa companhia, desprender-se em formato de sinos quando badalam sílabas, ensinando-nos que a vida pulsa mais viva nas curvas. por isso você, minha querida jovem poeta que tive a glória de apresentar ao grande poeta-mor de vida miúda, wilton cardoso, do qual quando falo grande, falo mesmo maior do que todos, percebe, bem mais do que percebeu, e de perceber, percipere, ao tomar pelos sentidos, capturar com olhos e lábios e ouvidos e língua e dedos as vozes de wesley peres (divino) e de heleno godoy (gigante), você tomou conhecimento, percapiere, capturou a fera, o mundo que à máquina de cronomêtro e expediente e necessidades nos quer em sua boca multodôntica do estômaco, para nos devorar como se não fôssemos sérios, como se não pensássemos, mas pensamos e somos sérios, somente não nos pensamos, porque, conforme nos ensinou ricardo reis no corpo da voz de fernando pessoa: "Os deuses são deuses/ Porque não se pensam". eis o efeito!, minha querida jovem poeta, "Contrariando pai e mão", como você disse muitíssimo bem, neste verso que me abraçou os olhos logo de imediato, para me fazer ouvir mais atento você adiante me dizer "Talvez saia do reboco/ Este poeta em construção". eis o efeito, caro gyannini, poeta e amigo, a quem agora convoco, que pensou primeiro o Poetas em Público, tomando café, porque sem café, como nos bem diz wesley peres, não é possível viver. eis o efeito do Poetas em Público: flor.

 Jamesson Buarque

Aqui está! Postada no mais favorito dos ambientes favoritos. Ouvindo a mais favorita das musicas favoritas. Carta escrita por um dos poeta-professores favoritos também...

Para todo o meu público superinteressado de duas ou tres pessoas!

Segue o link referido


http://vidamiuda.blogspot.com/2009/09/poetas-em-publico.html


Boa tarde!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Pseudônimos



-- É isso que realmente importa, né?

-- [...]
-- Porque para mim ultimamente andam importando muitas outras poucas coisas...

-- [...]

-- E acabo esquecendo-me da importância dessas pequenas coisas, como o sorriso.

-- [...]

-- Não esse sorriso [horrível]. Mas um sorriso qualquer, espontâneo...

-- Hum...

-- Odeio fazer o que eu não quero. Se importa se eu não me importar?

-- ! 

-- Acho que não aprendi direito a lição. Eu quero sempre mais. Não acho isso um erro. E não sei me acostumar.

-- [...]

-- Não sinta qualquer vontade: "Sinta a vontade de ficar.

-- Levo essa saudade, enquanto não posso te levar..."

-- Vou representar muito bem o meu papel, mesmo sabendo que isso levará ao fim. Mas muito cuidado quando eu me cansar. 

-- É isso que importa?

-- [...] 

-- Estou com sono! 

-- Eu também!

-- Ela fala? 

-- ¬¬'


-- Eu sempre falo com ela... Só não sei se ela percebe...

-- Eu sempre levo tudo ao fim...
 

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mergulho



Cada vez mais faz sentido
Mergulhar neste infinito
Sem ida, sem volta
Sem nota...

Somente o silencio
O vento
Em meus cabelos, em minhas asas de borboleta velha
Translúcidas
Atraio-me novo e de novo para o centro
Onde sei também que teus labirintos
Serão desvendáveis para mim
Pois estas alem, muito alem do convencional

E tudo o que sinto agora
Não somente é um reflexo do que eu sentia antes
Como também é a criação de um futuro novo
Que talvez só exista em minha cabeça

Mas que talvez aconteça...

Boa tarde!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Não houve nada... (Setembro!)





Trata-se apenas de uma brincadeira...



E eu queria apenas sorrir!


εïз

terça-feira, 11 de agosto de 2009

domingo, 2 de agosto de 2009

Bom dia, Agosto!



Nessa nossa estrada
Só terá belas praias
E cachoeiras...

Aonde o vento é brisa
Onde não haja quem possa
Com a nossa felicidade
Vamos brindar a vida meu bem
Aonde o vento é brisa
E o céu claro de estrelas
O que a gente precisa
É tomar um banho de chuva



Um banho de chuva!