Mostrando postagens com marcador des oriente-se. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador des oriente-se. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de maio de 2011

Presente

Jamesson Buarque


Boneca do cabelo vermelho
Aos lábios de fogo mordendo
A tristeza por vir
Por que teus olhos castanhos
Choram tão verdes
Enquanto a chuva cai
Banhando de rosas o anis
De todos os jardins?

.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Do sutil ao susto

,a aquele homem mergulhador de joaninhas



1      2      3      4      5      6      7      8      9      10

es    pe     roes tar   bem  ao     ras    gar  esse   mal


espero estar bem ao rasgar esse mal

há nesse homem o desviar dos santos caminhos
por isso ofereço os meus demônios

elas que habitam uma caixa de sapatos no acaso perfeito de cadarços desarrumados e exalam a exatidão dos cheiros acostumados que por serem nossos não nos incomodam e falam noites inteiras de febre e corpo nos tons certos dos sons errados culpam por não estarem aos teus pois querem os teus desejam os teus nisso de não ter sexo e pela ausência do sexo o sexo ser mais gostoso é que pensei ser orgia pois elas me falaram meu nome é legião e que não era urbana mas sim fêmea no cio cujo maior sonho é enfeitar o mundo
-------------------------------------------------------------------------------------------- recorte aqui

por isso saímos e fizemos compras
  • roda de carro para mistério de cachorro
  • 15 modelos diferentes de copos de requeijão
           /caso o óbvio se modifique com o tempo/
  • pilhas e pedaços de fita adesiva amassados
  • anti rugas, relaxante muscular e cápsulas de 20 anos 
  • soluções injetáveis para problemas interiores
  • anti séptico para quedas em precipícios
  • 1 rim compatível e disponível para doação
    • passagens de ida para rodoviárias
    • um baú de recordar aniversários ausentes
    • ar condicionado para manter o verão

    e tudo isso se deu no dia 22 de setembro de 2007

    ao prenúncio de primavera em flor de ipê no final

    de simulado em que decidi te fazer minha custe

    o demônio que custar


    .

    terça-feira, 24 de agosto de 2010

    Soneto ainda não postado



    o amor controla as veias das procelas
    cantando chuvas velhas ventos templos
    renascem Dela belas gotas sangue
    o amor controla todo firmamento

    controla o tom magenta fim de aurora
    argila que refaz tal monumento
    de corpos que se doam pelo instante
    qual tântrico ao amor expande o tempo

    levanta os braços pássaro e avança
    e dança nessa valsa de controle
    guiando os que de amor se fazem pesos

    e passam sem saber porque se dança
    sonâmbulo torpor de que se abolem
    de amor se vagam alma pelo avesso
    .

    terça-feira, 1 de junho de 2010

    Coisa descartada


    ao que se mora dentro a caixa aberta
    ou que se esconde preso junto a borda
    abolem a ânsia bem ou mal pois por
    dentro e fora é Padawã

    que não entendia caixa algo assim tão leve
    amadeirado de recife o limpo
    nanquim que chora de repentes em
    sons os tons conhecer 

    reconhecido em seus vazios de caixa
    lhe resta agora em esperança poeta
    livres dos males já libertos ter
    liberta a sua pandora
    .

    sábado, 28 de novembro de 2009

    19



    Aquela poesia infantil
    De dezenove anos...
    18 depois de Gianinni ter comprado Garcia Lorca
    Influenciada e estancada
    Por aquele ser que apresentava sobre mim um instinto intelectual
    Inteligencia sexual...
    Aquela poesia infantil
    Um dia será como pedra dourada
    Em aguas límpidas de ponte
    Que só brilhará no escuro...
    E representará algo
    Acima de cidades e estados
    Além de porteiras e estrados.
    Mas por enquanto
    Detenho-me aos dezenove anos...
    Numa preparação silenciosa
    Para o que eu ainda serei

    Eu sei...

    sábado, 19 de setembro de 2009

    Impressões

    "carta a izabela lippi (poste em seus ambientes favoritos)":

    flor,

    eis o efeito! eu disse sumariamente ou por síntese ou, conforme está em vida miúda, nosso lugar mais em comum. a poeta, ou poderia ser o poeta, como ubiratan, também presente no evento, a poeta, eu dizia, a poeta, sobretudo, a poeta jovem que encontra poetas, poetas relativamente jovens ou mais velhos ou mesmo realmente velhos, e, no lance de ser público, parte do público, de está instalada no povo, e de ser poeta, de está inscrita como poeta, senta-se à sombra de borboletas e pétalas para ouvir como dançam as pedras. e ali é o lugar de aprender a gentileza das palavras em gestos de graça. sem desgraça, ex dex gratia, e plena das horas, com todo o peso de ser plena, desprender-se disso ímã dos dias, sejam as aulas sejam os ônibus a serem tomados sem gelo nem boa companhia, desprender-se em formato de sinos quando badalam sílabas, ensinando-nos que a vida pulsa mais viva nas curvas. por isso você, minha querida jovem poeta que tive a glória de apresentar ao grande poeta-mor de vida miúda, wilton cardoso, do qual quando falo grande, falo mesmo maior do que todos, percebe, bem mais do que percebeu, e de perceber, percipere, ao tomar pelos sentidos, capturar com olhos e lábios e ouvidos e língua e dedos as vozes de wesley peres (divino) e de heleno godoy (gigante), você tomou conhecimento, percapiere, capturou a fera, o mundo que à máquina de cronomêtro e expediente e necessidades nos quer em sua boca multodôntica do estômaco, para nos devorar como se não fôssemos sérios, como se não pensássemos, mas pensamos e somos sérios, somente não nos pensamos, porque, conforme nos ensinou ricardo reis no corpo da voz de fernando pessoa: "Os deuses são deuses/ Porque não se pensam". eis o efeito!, minha querida jovem poeta, "Contrariando pai e mão", como você disse muitíssimo bem, neste verso que me abraçou os olhos logo de imediato, para me fazer ouvir mais atento você adiante me dizer "Talvez saia do reboco/ Este poeta em construção". eis o efeito, caro gyannini, poeta e amigo, a quem agora convoco, que pensou primeiro o Poetas em Público, tomando café, porque sem café, como nos bem diz wesley peres, não é possível viver. eis o efeito do Poetas em Público: flor.

     Jamesson Buarque

    Aqui está! Postada no mais favorito dos ambientes favoritos. Ouvindo a mais favorita das musicas favoritas. Carta escrita por um dos poeta-professores favoritos também...

    Para todo o meu público superinteressado de duas ou tres pessoas!

    Segue o link referido


    http://vidamiuda.blogspot.com/2009/09/poetas-em-publico.html


    Boa tarde!